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A rotina do médico — consultório, plantões, clínica, atendimento por convênios — cria uma combinação tributária que um contador generalista raramente domina. Um contador especializado em médicos sabe estruturar o pró-labore e a distribuição de lucros para reduzir imposto de forma legal, avaliar quando a clínica se qualifica para a equiparação hospitalar, organizar o carnê-leão e o Receita Saúde de quem atende como pessoa física e preparar o consultório para a Reforma Tributária. O resultado é simples: menos imposto pago dentro da lei e mais previsibilidade financeira.
Como pessoa física, o médico recolhe o Imposto de Renda pela tabela progressiva, que pode chegar a 27,5% sobre os rendimentos, além do INSS e do ISS. Com um CNPJ bem estruturado, a carga tributária efetiva costuma cair de forma expressiva — em muitos casos para uma faixa bastante inferior à da pessoa física. Além da economia, a maioria dos hospitais e operadoras hoje exige que o plantonista atenda como pessoa jurídica, o que torna o CNPJ praticamente indispensável para quem faz plantões. Cada caso, porém, depende do faturamento e do perfil de atendimento — e é isso que calculamos no diagnóstico inicial.
Um dos pontos mais importantes do planejamento tributário do médico PJ é a combinação entre pró-labore e distribuição de lucros. A prática recomendada é manter o pró-labore no menor valor legalmente aceito e distribuir o restante do resultado como lucro, que — desde que a empresa apure lucro contábil e mantenha a escrituração em dia — costuma ser isento de Imposto de Renda e de INSS para o sócio. É um mecanismo previsto em lei, mas que exige contabilidade correta para ser usado com segurança.
A escolha costuma ficar entre Simples Nacional e Lucro Presumido.
No Simples, o Fator R define o anexo: se a folha de pagamento (incluindo o pró-labore) for igual ou maior que 28% do faturamento, a clínica é tributada pelo Anexo III, com alíquota inicial de 6%; se for menor, cai no Anexo V, a partir de 15,5%. Um bom planejamento de pró-labore pode, de forma legal, manter a clínica no anexo mais barato. O limite de faturamento do Simples é de R$ 4,8 milhões por ano.
No Lucro Presumido, com base na Lei 9.249/95, clínicas médicas que prestam serviços de natureza hospitalar podem tributar o IRPJ sobre base de 8% e a CSLL sobre 12% da receita, em vez dos 32% padrão — uma redução relevante. O benefício se aplica a procedimentos e exames de caráter hospitalar, não às consultas simples, e exige estrutura física compatível e alvará sanitário em dia. Cada receita precisa ser analisada individualmente.
O médico que atende como pessoa física apura o imposto mensalmente pelo carnê-leão e, desde 1º de janeiro de 2025, emite os recibos de forma digital e obrigatória pelo Receita Saúde (app da Receita Federal ou Carnê-Leão Web). Os dados alimentam automaticamente a declaração pré-preenchida do paciente. Vale lembrar que a legislação recente ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda — o que muda o cálculo mensal e reforça a importância de um acompanhamento contábil atualizado.
A Reforma Tributária substitui tributos como PIS, COFINS e ISS pelos novos IBS e CBS, com previsão de redução de 60% na alíquota para serviços de saúde. A transição começa em 2026, avança a partir de 2027 e se completa até 2033 — período em que a clínica conviverá com dois sistemas ao mesmo tempo. Planejar agora, com um contador especializado, evita surpresas e aproveita os benefícios previstos para o setor.
Cuidamos da abertura do CNPJ médico e do enquadramento no regime mais vantajoso, do planejamento de pró-labore e distribuição de lucros, da avaliação de equiparação hospitalar, da escrituração contábil e fiscal com obrigações em dia, da folha e eSocial da equipe, e da orientação sobre carnê-leão e Receita Saúde. Atendemos presencialmente em Itajaí, Balneário Camboriú e região, e de forma 100% online em todo o Brasil.
Médico paga menos imposto como PF ou PJ?
Na maioria dos casos com faturamento relevante, o CNPJ resulta em carga tributária efetiva bem menor que a pessoa física, além de atender à exigência de PJ para plantões. O ponto de equilíbrio depende do faturamento e do perfil de atendimento.
Preciso de CNPJ para fazer plantão?
Na prática, sim: a maioria dos hospitais e operadoras exige que o médico plantonista atenda como pessoa jurídica. Abrir e manter o CNPJ corretamente é parte do nosso serviço.
Como funciona a distribuição de lucros do médico PJ?
Mantendo o pró-labore no valor legal mínimo e distribuindo o restante como lucro, esse lucro costuma ser isento de IR e INSS, desde que a empresa apure lucro contábil e tenha a escrituração em dia.
Clínica médica tem direito à equiparação hospitalar?
Pode ter, para receitas de procedimentos e exames de caráter hospitalar (não para consultas simples), desde que cumpra os requisitos sanitários e formais. Cada caso exige avaliação.
O que é o Receita Saúde e sou obrigado a usar?
É o sistema de recibos digitais obrigatório para profissionais de saúde pessoa física desde janeiro de 2025. Médicos que atendem como PF emitem os recibos pelo app da Receita ou pelo Carnê-Leão Web.
A LLP atende médicos de fora de Itajaí?
Sim. Atendemos presencialmente em Itajaí, Balneário Camboriú e região, e de forma 100% online em todo o Brasil.
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